A DEPENDÊNCIA QUE CRIAMOS DOS OUTROS

10:00


Hoje, dia 18-09-17, dia de que vos estou a escrever isto, acompanhei uma amiga minha até á escola que é mesmo perto do meu estágio. Num grupo de cinco rapazes, somos as duas únicas raparigas. Depois há mais pessoas na turma mas não nos damos com o resto – não é uma das turmas mais unidas onde já calhei. 

Bem, como estava a dizer fui acompanhá-la á escola porque ela ia falar com a diretora sobre uns problemas do estágio. Não era nada relativo a ela mas sim quanto á empresa. Fiquei tranquilamente sentada á espera mas quando eram 14h55 levantei-me e mandei-lhe mensagem a dizer que me tinha de ir embora. Ainda nem tinha acabado de escrever a mensagem, quando ela saiu da porta da escola e me chamou. Quando a vi a chorar soube logo que algo não estava bem – que não a tinham mudado de estágio. Mas nunca pensei que fosse tão mau, bem pior do que isso.


Entretanto, o namorado dela chegou e eu fui andando porque percebi que ela precisava de espaço. O meu coração estava mesmo apertadinho, sabem? Ela acabou por me dizer o que se tinha passado, ou melhor só me disse «vou desistir do curso» e a primeira coisa que eu quis foi desfazer-me em lágrimas mas como estava no estágio não o fiz. Quando o meu melhor amigo saiu, foi ter comigo á frente do estágio e aí eu fartei-me de chorar.

A minha única amiga rapariga naquela turma, que eu tanto adorava a companhia, a minha companheira de luta, disse-me que se ia embora.


Falei, desabafei tudo com o meu melhor amigo e as palavras dele ajudaram-me realmente. Ele relembrou-me das palavras que disse quando entrei nesta escola «Não vou para ali para fazer amigos, se os fizer melhor, se não os fizer, o meu objetivo é acabar o curso». Aquilo lembrou-me do quão dependente eu estava da minha amiga. De que ia ser egoísta da minha parte não a deixar ir. Se entrei lá sem estar dependente de ninguém isso não deve mudar. Podemos ter amigos e até é bom claro mas não devemos de depender deles.

Por vezes, confundimos o sentimento maravilhoso da amizade com a dependência e é um risco muito fácil de pisar.


«Não faço tal coisa se ele/ela não me acompanhar.»

«Não vou conseguir fazer isto sozinha.»

«Só vou se ele/ela for.»

Isto são tudo pensamentos dependentes. Não devemos deixar de nos dar com eles, mas devemos desapegar-nos. Devemos ver que nós, sozinhos, enquanto indivíduos temos uma palavra a dizer, conseguimos fazer as coisas por nós e não apoiados numa bengala que é a dependência. Tal coisa só acontece quando nos achamos incapazes de andar sem essa “bengala” mas a questão é que conseguimos! Queres ir sair com o grupo de amigos? Vai! Não te tens de prender a ninguém! Dá asas á pessoa maravilhosa que és e VOA! Só nos descobrimos quando nos pomos em situações que são consideradas “novas”.


Faz as coisas por ti, não vivas os problemas ou dores dos outros. Não há mal em aconselhares as pessoas mas há em ficares com as dores dos outros. Tu tens os teus próprios problemas e cada um de nós tem os seus próprios mecanismos para os resolver. Não deixes também os outros dependerem de ti e acharem que só fazem algo contigo ou que precisam de ti para resolver os problemas.

Acima de tudo, aproveita as lições que a tua vida te dá, tudo vem por uma razão.




E agora as boas noticias: a minha amiga vai ficar e vão mudar o estágio dela. E eu vivi dores que não eram minhas para nada. Querem um melhor final?




3 comentários:

  1. obrigada pelo comentário <3
    identifiquei-me bastante, pois é algo que no passado já me aconteceu! fico feliz em saber que a tua amiga vai ficar :)

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  2. Very Very good photo!
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